3º CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PÚBLICO - MÓDULO DE DIDÁTICA <<<<<<>>>>>> USO DE NOVAS TECNOLOGIAS NA DIDÁTICA DO ENSINO DO DIREITO ..................A CIÊNCIA UTILIZADA COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA DA RAZÃO !!!

DIDÁTICA E TECNOLOGIA

 

Interessa à Didática tudo o que o aluno apreende na relação com o professor e com o grupo-classe, bem como o processo de aprendizagem através do qual isto ocorre.

 

Por aprendizagem aqui estamos entendendo o desenvolvimento da pessoa como um todo: inteligência; afetividade; padrões de comportamento moral; relacionamento com a família, com o bairro, com a cidade e com o país; desenvolvimento da coordenação motora; capacidades artísticas; comunicações, etc. O aluno esta em contínua evolução e fazendo parte da história de seu povo, de sua nação. O processo de aprendizagem, segundo Marcos Masetto, autor da obra “Didática, a aula como centro”, desenvolve em três dimensões: humana, político-social e técnica.

 

Abordando as três dimensões mencionadas, verificamos a evolução da didática através do emprego de recursos tecnológicos disponíveis no mercado, que proporcionam aos alunos e professores maior aproveitamento das tarefas a serem desenvolvidas.

 

Dessa forma, hoje já é possível se falar em aulas por vídeo-conferência, recurso esse que dispensa a presença do aluno na sala de aula e proporciona ao professor uma maior autonomia para ministrar a aula, uma vez que, ao mesmo tempo, pode atender inúmeros alunos ao mesmo tempo e em lugares diversos.

 

Portando, verificamos através do exemplo citado, que é de suma importância a aplicação dos recursos tecnológicos disponíveis, até porque atendem aos interesses dos alunos e professores e despertam a cobiça pelo aprendizado, conferindo assim a formação de homens e mulheres mais preparados para a vida político-social e profissional.

(Texto de autoria de Fernando Barbieri)

 



 Escrito por Adilson Arruda Rodrigues às 14h45
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COMO ENTRA HOJE A TECNOLOGIA NA MELHORIA DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZADO?

 

O uso de recursos tecnológicos tem permitido que os alunos entendam cada vez melhor o conteúdo, cheguem mais próximos da realidade e interajam com o ambiente. Muitos programas educacionais desenvolvidos em realidade virtual são tão próximos do real que facilitam concretamente o aprendizado dos estudantes de uma maneira mais descontraída e natural, fazendos-os entender melhor os conceitos.

Exemplo disso é um laboratório veicular, disponibilizado no colégio Objetivo, chamado o Viajante Virtual. Ele utiliza recursos de engenharia e informática e permite aos alunos vivenciarem experiências como a teoria da relatividade.

Outro recurso usado é a Mesa Educacional Alfabeto e os e-blocks para ensinar português e inglês para crianças de 5 a 10 anos.

Trata-se de uma mesa, blocos com letras do alfabeto e um software que aceita as peças quando o aluno acerta as palavras e pisca quando a solução está errada, permitindo ensinar e alfabetizar uma criança de uma forma lúdica.

Há ainda um luxo tecnológico, que pode ser usado tanto no ensino fundamental como no curso universitário. Trata-se da lousa inteligente (smart board), já presente no Brasil.

Com inúmeros recursos de interatividade, as lousas eletrônicas são telas sensíveis sobre as quais são projetadas imagens, entretanto essas imagens podem ser manipuladas, como se estivessem realmente no quadro.

Essas inovações tecnológicas vêm com o intuito de somar-se aos modelos clássicos, ou até mesmo substituí-los, mas no escopo de melhorar a forma de ensino em todos os seus graus, auxiliando os professores em seu mister.

Frise-se contudo, que apesar das inúmeras vantagens creditadas ao e-learning (aprendizado eletrônico), o trabalho presencial dos professores continuará sendo muito valorizado.

 

(Publicado por Paulo Roberto Scott)



 Escrito por Adilson Arruda Rodrigues às 22h11
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HIPERMÍDIA, DIDÁTICA E PEDAGOGIA

 

Trabalhando a partir de uma interface entre educação e comunicação, o profissional que trabalha  com a formação do educador vive uma trajetória de situações quase sempre conflituosas que estimulam os questionamentos destinados a organizar teorias e sínteses relacionados com a didática e a pedagogia, dentro e fora da sala de aula. Nestas experiências, o educador vivencia os estudos sobre a formação docente, a metodologia de ensino, a relação professor-aluno, os paradigmas de interpretação da realidade, a construção de conhecimento, os meios de comunicação e a ética.

 

A articulação destas questões expostas permite os melhores resultados com o advento da hipermídia.  Ela fornece poderosos recursos que servem de instrumentais para enfrentar os desafios e as possibilidades de harmonização entre as velhas e novas formas de abordagem pedagógica. Na hipermídia  se integram como ferramentas o texto, o som e a imagem.

 

GUILHERME PAULA DE ALMEIDA

 



 Escrito por Adilson Arruda Rodrigues às 13h08
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MÉTODOS CONVENCIONAIS DE ENSINO

O educador sempre sentiu a necessidade de se atualizar, não somente no campo de seu conhecimento, como também na sua função pedagógica. Os métodos de ensino convencionais são aqueles consolidados com o tempo, que dominam nas instituições de ensino. Ainda persiste, com muitos professores, o método onde o professor fala, o aluno escuta; o professor dita, o aluno escreve; o professor manda, o aluno obedece. A maioria, porém, já é mais maleável: o professor fala, o aluno discute; o professor discursa, o aluno toma nota;  o professo fala o aluno pondera; o grupo debate e todos anotam, inclusive o professor; procurando sempre ir ao encontro das necessidades que surgem.

Popularizou-se muito, nas instituições de ensino, o uso do retroprojetor, ou projetor de transparências. O retroprojetor facilitou um pouco a vida do professor, não precisando o mesmo escrever sempre no quadro negro, principalmente quando o docente leciona a mesma disciplina para mais de uma turma. Mas o que preocupa não é o uso do retroprojetor,  mas sim o mau uso do mesmo. Que antes de mais nada, temos que ter cuidado com os excessos:

O professor não deve somente ler, ou ditar, ou escrever na lousa ou mesmo projetar transparências durante toda a aula. Deve oferecer alternativa, diversificar seus métodos. O uso de uma técnica, como do retroprojetor, por mais de uma hora contínua, torna-se cansativo, e os alunos perdem a concentração e o interesse.

A informação e a forma de ver o mundo predominantes no Brasil provêm fundamentalmente da televisão. Ela alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético que crianças e jovens levam a para sala de aula.  A TV fala de forma impactante e sedutora  da vida, do presente, dos problemas afetivos.

 A televisão, o vídeo – e todos os meios de comunicação audiovisuais - desempenham, indiretamente, um papel educacional relevante. Passam-nos continuamente informações interpretadas; mostram-nos modelos de comportamento, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.

 A televisão e o vídeo não são somente tecnologias de apoio às aulas, são mídias, meios de comunicação.  .
 Educar com novas tecnologias é um desafio que até agora não foi enfrentado com profundidade. Temos feito apenas adaptações, pequenas mudanças. 
 Temos consciência de que só com o giz, a losa e a oratória não se consegue mais estimular a participação do aluno e desenvolver as suas capacidades mentais e intelectuais. Os modelos de educação tradicional não nos servem mais. Por isso é importante experimentar algo novo em cada semestre. Fazer as experiências possíveis nas nossas condições concretas. Perguntar-nos no começo de cada semestre: “O que estou fazendo de diferente neste curso? O que vou propor e avaliar de forma inovadora? Assim, pouco a pouco iremos avançando e mudando.
Podemos começar por formas de utilização das novas tecnologias mais simples e ir assumindo atividades mais complexas. Experimentar, avaliar e experimentar novamente é a chave para a inovação e a mudança desejadas e necessárias.
Caminhamos para uma flexibilização forte de cursos, tempos, espaços, gerenciamento, interação, metodologias, tecnologias, avaliação. Isso nos obriga a experimentar pessoal e institucionalmente a integração de tecnologias audiovisuais e impressas.
Vivemos uma época de grandes desafios no ensino focado na aprendizagem. E vale a pena pesquisar novos caminhos de integração do humano e do tecnológico; do sensorial, emocional, racional e do ético; do presencial e do virtual; de integração da escola, do trabalho e da vida.
O giz, a lousa, o pincel, o retroprojetor, a televisão e o vídeo são todos instrumentos manipulados pela tecnologia educacional de modo a favorecer o processo ensino-aprendizagem.

 

 Sônia Maria Alvarenga Martin

 



 Escrito por Adilson Arruda Rodrigues às 13h01
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Alunos, salas de aula e Tecnologia - Parte I

 

Antes de os meios eletrônicos ingressarem nas salas de aula, trilharam um longo caminho apenas ao lado dos estudantes.

 

No Brasil, no final da década de 80, os computadores pessoais passaram a lentamente ocupar espaço nos lares brasileiros, servindo basicamente para a redação de trabalhos e pesquisas por alunos e profissionais. Em termos práticos, sua utilização pouco ultrapassava a função de padronização gráfica dos textos, que já era realizada pelas máquinas de escrever. De qualquer maneira, inovou-se ao possibilitar a manutenção do conteúdo digitado  na memória do computador, permitindo sua edição em momento posterior e um número ilimitado de impressões. Um erro ao final de uma das páginas do trabalho, ou a omissão de um parágrafo, não implicava mais datilografá-lo novamente.

 

Com o desenvolvimento das plataformas, especialmente a partir da comercialização do sistema Windows 3.0, houve uma melhoria ainda maior na apresentação dos trabalhos escolares e acadêmicos. Uma gama de fontes, cores, tamanhos, tabelas, figuras e os mais variados recursos deram qualidade à forma, mas em praticamente nada contribuíram para o aprendizado. O conhecimento deveria necessariamente ser extraído nos campi das  universidades e nas bibliotecas.

 

Na metade da década de 90, a estréia da Internet comercial no mercado brasileiro possibilitou a obtenção de informações alocadas em qualquer lugar do planeta, embora de qualidade questionável. Por outro lado,  a rede de computadores revolucionava a forma de comunicação através de chats e do envio de mensagens e documentos a qualquer pessoa no mundo. Surgiam alternativas mais céleres e baratas em relação ao envio de cartas ou à realização de chamadas interurbanas. Os trabalhos dos alunos poderiam ser guardados num ambiente virtual, acessível em qualquer lugar.

 

Ao lado desta inovação, os computadores timidamente adentraram as salas de aula. A exibição de imagens por slides e de textos por retroprojetor cederam  espaço ao computador. Através da projeção do conteúdo da tela na parede, viabilizado pelo data show,  dezenas de pessoas podiam acompanhar ao mesmo tempo o seu teor. Estava quebrada uma grande barreira para que a tecnologia alcançasse a sala de aula.

 

Entretanto, apesar da praticidade e economia de tempo proporcionadas por tal meio, diversos entraves impediram o desenvolvimento deste recurso nas escolas. Do ponto de vista econômico, o data show mostrou-se inviável às instituições, pois o uso corrente pelos professores dependeria de sua disponibilização e a de um microcomputador para cada sala. Tecnicamente, apresentou algumas desvantagens em relação à lousa, pois neste meio convencional o professor podia escrever algo novo ou dar destaque a uma informação já escrita, em decorrência de eventual questionamento realizado durante sua exposição, sem que isso atrapalhasse a dinâmica. Com uso exclusivo do data show, não havia como se interromper a aula, sentar à frente do computador e realizar novos apontamentos ou destaques. Além disso, a projeção dificultava a mobilidade do professor, que não poderia passar em determinados pontos da sala (abarrotada de alunos) sem suspender a imagem, vez que a projeção era feita por canhão a certa distância da parede.

 

Adicione-se a estes empecilhos a grande dificuldade de utilização da Internet na sala de aula em razão da necessidade de ponto de rede disponível  e do auxílio de outra pessoa para realizar  a navegação. Logo, o uso do data show não permitiu que a tecnologia fosse efetivamente inserida nas salas de aula e nelas ocupasse lugar de destaque.



 Escrito por Antonio às 11h28
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(Alunos, salas de aula e Tecnologia - Parte II)

 

Por outro lado, nesta primeira década do século XXI, assistimos à gradativa disponibilização de recursos cada vez mais desenvolvidos aos estudantes, como os computadores portáteis, os computadores de mão, os MDs, os gravadores de CD, além da criação de grupos de discussão e de blogs na Internet.

 

Nas Universidades e nos Centros de Estudos, aos poucos  a comunicação virtual foi ocupando espaços periféricos, sem atingir a finalidade precípua destas instituições – a propagação do conhecimento. Em sua grande maioria, a tecnologia acabou por ocupar apenas a função de disponibilizar alguns serviços ligados à gestão, como a realização de matrícula on line, a exibição de calendários de provas, notas e faltas dos alunos em página da web etc.

 

É certo que, em meio a tudo isso, algumas experiências usando parte da tecnologia disponível foram realizadas, como o Ensino à Distância, com aulas remetidas aos alunos por e-mail, ou exibidas em páginas da web, acompanhadas de plantão de dúvidas. Hoje se vive a febre da videoconferência, que permite a comunicação interativa entre dois ou mais participantes separados fisicamente via transmissão sincronizada de áudio, dados e vídeo em tempo real. Cursos são oferecidos a diversas localidades, permitindo-se que o palestrante veja e se comunique com os alunos, como se todos estivessem na mesma sala. A novidade fica por conta das lousas digitais, que apresentam infinitas vantagens em relação ao data show. O conteúdo exibido, trechos de obras, tabelas, imagens, vídeos, bem como os apontamentos realizados pelo professor podem ser transmitidos aos alunos através de arquivos disponibilizados na Internet (alguns até incluindo voz). Com efeito, tal equipamento revolucionará as salas de aula.

 

Resta evidente que tais recursos não estão ao alcance de todos, por serem excessivamente caros, notadamente num país que enfrenta tantas desigualdades. Entretanto, é seguro afirmar já ser possível a todos avançar em relação à forma de ensino tradicional, que ainda se apóia na lousa e no giz.



 Escrito por Antonio às 11h26
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(Alunos, salas de aula e Tecnologia - Parte III)

 

Com a democratização da Internet, seja pela disponibilização de provedores gratuitos, seja por programas governamentais, os instrumentos por ela oferecidos podem imprimir uma nova dinâmica na relação professor – aluno. A transmissão de conteúdos não deve mais se centrar apenas no educador, devendo haver a colaboração dos estudantes, o que se mostra essencial ao aprendizado destes, notadamente se considerarmos que as classes são ocupadas em média por 80 alunos. Valendo-se de ferramentas como os grupos de discussão por e-mail, por exemplo, o contato entre o educador e  os educandos se torna mais ágil. Neste instrumento, o professor  funcionará ora como um mediador, ora como um estimulador das discussões, o que lhe permitirá avaliar o grau de conhecimento e os pontos que precisará suprir na formação dos estudantes. Poderá também se valer destes grupos para veicular textos e mesmo receber os trabalhos. 

 

Mais eficiente ainda, na medida em que possibilita maior interatividade entre os participantes e o público externo interessado, o BLOG, verdadeira página da web, permite a exibição de seu conteúdo em forma cronológica, tal qual uma página de notícias, sem a exigência de grandes conhecimentos de informática dos participantes para a veiculação e publicação de seus textos. Neste sentido, permite-se a todos aqueles que o acessem registrar suas opiniões sobre um tema tratado ou trabalho divulgado, de forma a viabilizar o exercício crítico tanto para quem produz o texto, quanto para quem o acessa. Além disso, é possível criar  fóruns de discussões, links remetendo a sites pertinentes à matéria, exibição de imagens etc.

 

Ainda que o uso dessas ferramentas não aconteça dentro das salas de aula, os grupos de e-mail e os blogs permitem que a relação entre aluno e professor seja fortemente modificada, pois o retorno necessário do educador sobre o conteúdo que transmitiu não será esporádico, exclusivamente pela aplicação de provas no decorrer do semestre. A avaliação se dará dia-a-dia e de forma eficiente, mediante a percepção dos resultados dos sucessivos estímulos a que os estudantes serão submetidos (pelo professor, por outros estudantes, por terceiros).

 

A partir dessas providências, será preparado o substrato para que as novas tecnologias, à medida que forem se tornando economicamente acessíveis, sejam incorporadas ao processo educacional, de forma a tornar efetivamente possível que alunos e professores passem a desfrutar dos benefícios proporcionados pelos multi-meios avançados dentro das salas de aula.

 

Antônio Carlos A. Ruas.



 Escrito por Antonio às 11h25
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MAPAS MENTAIS UMA ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM COOPERATIVA.

A APRENDIZAGEM COOPERATIVA OU COLABORATIVA É RESPONSÁVEL PELA CONCRETIZAÇÃO E APLICAÇÃO DA APRENDIZAGEM ATIVA QUE CONSTITUI UMA ALTERNATIVA AO MODELO COMPETITIVO E INDIVIDUALISTA, PORQUE NELE TODOS  OS SEUS MEMBROS COLABORAM PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO E CONTRIBUEM PARA A APRENDIZAGEM. O TRABALHO COOPERATIVO CARACTERIZA-SE PELA INTERDEPENDÊNCIA POSITIVA, APOIO MÚTUO, INTERESSE PELO RENDIMENTO DE TODOS E PELA EXISTÊNCIA DE UMA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA DE CADA MEMBRO.

            O MAPA MENTAL COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA PARTICIPATIVA E COOPERATIVA PROPICIA A INTERAÇÃO E A PARTICIPAÇÃO GRUPAL, CONSISTE NA CRIAÇÃO DE GRUPOS DE QUATRO OU CINCO ALUNOS QUE  POR MEIO DO EXERCÍCIO SIMPLES DE UM MINIMAPA MENTAL, COM A APLICAÇÃO DA TÉCNICA DA TEMPESTADE DE IDÉIAS E APÓS  A FEITURA PELOS GRUPOS  HAVERÁ A TROCA OU INTERCÂMBIO DOS MAPAS INDIVIDUAIS, PASSA-SE A CONFIGURAR UM ÚNICO MAPA MENTAL COMO SE FOSSE UM QUEBRA CABEÇA, COMEÇANDO COM UMA IMAGEM CENTRAL, NEGOCIANDO-SE PALAVRAS-CHAVES DOS RAMOS PRINCIPAIS E PALAVRAS OU IDÉIAS DOS RAMOS SECUNDÁRIOS, COMPARANDO-SE COMO OS MAPAS DOS OUTROS GRUPOS.

            O MAPA MENTAL FOI CRIADO E DIVULGADO PELO PSICÓLOGO INGLÊS TONY BUZAN, ELE MOSTROU QUE ATRAVÉS DE UM MAPA VOCÊ PODE ORGANIZAR DE FORMA VISUAL A ESSÊNCIA DAQUILO QUE QUER MENORIZAR. A ESTRUTURA DESSE TIPO DE MAPA PODE SER SIMPLIFICADA DA SEGUINTE FORMA: NO CENTRO DA PÁGINA EM BRANCO NO HORIZONTAL, VOCÊ COLOCA A IDÉIA CENTRAL, DESSA IDEÍA SE IRRADIAM OUTRAS IDÉIAS IMPORTANTES REPRESENTADAS POR PALAVRAS-CHAVES, COMO GALHOS SAINDO DO TRONCO PRINCIPAL, E DESSES GALHOS, VÃO SAINDO RAMOS QUE ABRIGAM  IDÉIAS SECUNDÁRIAS RELACIONADAS DIRETAMENTE COM A IDÉIA DO GALHO E, INDIRETAMENTE COM A IDÉIA GERAL.

(texto de autoria de Ronaldo Melão)

 



 Escrito por Adilson Arruda Rodrigues às 17h24
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O DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E SUAS IMPLICAÇÕES NO MEIO ACADÊMICO: UM CAMINHO SEM VOLTA!

As alterações propiciadas pelas novas descobertas da ciência são realmente indescritíveis. A comunicação imediata e precisa entre pessoas que vivem fisicamente separadas por quilômetros de distância; o compartilhamento mundial dos mais diversos dados via "web" e o imenso avanço no campo da robótica e da realidade virtual são apenas parte das mudanças decorrentes da revolução tecnológica diária em vivemos.

 

         O impacto desta nova realidade no meio acadêmico é gritante. Atualmente, nenhum professor, em sã consciência, pode opor-se ao uso da internet como meio de comunicação e ferramenta de acesso ao conhecimento.

 

         Doutra parte, ocorre gradativamente a substituição do binômio lousa-giz por outros multimeios mais eficientes, dinâmicos e atrativos ao aprendizado dos alunos. Alcançou-se um ponto tal que já não há como retroagir ou mesmo manter antigas concepções de ensino.

 

         O caminho mais sensato parece ser mesmo tomar fôlego e abrir o espírito para aquilo que ainda está por vir!...

(Texto de autoria de Maria Teresa Munhoz Salgado)

 



 Escrito por Adilson Arruda Rodrigues às 11h10
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O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO PROPICIADO PELA TECNOLOGIA E O PARADOXO DO ENSINO...

As tecnologias de comunicação estão provocando profundas mudanças em todas as dimensões da nossa vida. Elas vêm colaborando, sem dúvida, para modificar o mundo. A máquina a vapor, a eletricidade, o telefone, o carro, o avião, a televisão, o computador, as redes eletrônicas contribuíram para a extraordinária expansão do capitalismo, para o fortalecimento do modelo urbano, para a diminuição das distâncias. Mas, na essência, não são as tecnologias que mudam a sociedade, mas a sua utilização dentro do modo de produção capitalista, que busca o lucro, a expansão, a internacionalização de tudo o que tem valor econômico.

A Internet continua sendo uma rede para uso militar. Também continua sendo utilizada para pesquisa no mundo inteiro. Mas agora existe também para todo tipo de negócios e formas de comunicação. O fulcro do momento é a sua aplicação como uma ferramenta pedagógica de alto poder de penetração nas camadas mais jovens.

Da lousa e giz, para o velho e enferrujado mimeografo, passando pelo retroprojetor, vídeo-cassete e o recente data-show, todos passaram ou ainda passam pela nossas salas de aula. Mas o que está por vir não tem comparações....

As aulas de Direito são reconhecidamente no meio acadêmico muito “chatas”, “maçantes”, e via de regra não captam a atenção do graduando, porque embasadas em verdadeiras “conferências” onde o titular absoluto do conhecimento apenas repassa o seu ponto de vista de determinado instituto jurídico. E tem sido assim desde a implantação das faculdades de Direito no Brasil, inicialmente voltadas para impedir que os filhos dos nobres fossem contaminados pelos ideais libertários advindos da então recente Revolução Francesa. Esse estilo que muito se afasta da escola de Platão e Aristóteles deve sofrer um impulso com a utilização das novas tecnologias.

Vislumbra-se, em futuro não muito distante, o uso da imersão em ambiente de realidade virtual para a discussão de situações típicas da dialética jurídica. Imagine-se estabelecer o conceito de crime putativo, numa linha construtivista (alinhada às idéias de Paulo Freire), com a imersão do aluno direto na cena do crime. Como?

Tal tecnologia já existe, particularmente utilizada no ramo de entretenimentos. Com o auxílio de periféricos específicos (capacetes 3D, luvas, roupas biomecânicas etc) um computador detecta as entradas do usuário e modifica instantaneamente o mundo virtual e as ações sobre ele (capacidade reativa). Vale dizer, o aluno pode ser “inserido” numa cena altamente real, onde, como espectador pode construir o conhecimento do que seria um “crime putativo”.

Como se disse, as possibilidades são infinitas. Hoje nossos Tribunais se debatem sobre o uso ou não do sistema de vídeo-conferência. Comparações à parte, o sistema de vídeo-conferência está para a realidade virtual imersiva como o homem de neanderthal está para o homo sapiens atual... apenas alguns milhões de anos atrás...

E ainda existe a tecnologia, incipiente é verdade, mas muito promissora das projeções holográficas manipuláveis em pleno ar. Lembra-se daquela cena do R2D2 projetando um apelo da princesa Lea ao Jedi Obi Wan?

Aulas de engenharia ou de medicina poderiam ser enriquecidas em sala de aula com a exploração tridimensional dos objetos de estudo. E no Direito? Ah!...para isso basta a criatividade do docente...e é claro...o devido preparo para o alunado que irá receber nas próximas décadas!

As tecnologias de comunicação não mudam necessariamente a relação pedagógica. As Tecnologias tanto servem para reforçar uma visão conservadora, individualista como uma visão progressista. A pessoa autoritária utilizará o computador para reforçar ainda mais o seu controle sobre os outros. Por outro lado, uma mente aberta, interativa, participativa encontrará nas tecnologias ferramentas maravilhosas de ampliar a interação.

As tecnologias permitem um novo encantamento do ambiente do ensino e da escola, ao abrir suas paredes e possibilitar que alunos conversem e pesquisem com outros alunos da mesma cidade, país ou do exterior, no seu próprio ritmo. O mesmo acontece com os professores. Os trabalhos de pesquisa podem ser compartilhados por outros alunos e divulgados instantaneamente na rede para quem quiser.Alunos e professores encontram inúmeras bibliotecas eletrônicas, revistas on line, com muitos textos, imagens e sons, que facilitam a tarefa de preparar as aulas, fazer trabalhos de pesquisa e ter materiais atraentes para apresentação. O professor pode estar mais próximo do aluno. Pode receber mensagens com dúvidas, pode passar informações complementares para determinados alunos. Pode adaptar a sua aula para o ritmo de cada aluno. Pode procurar ajuda em outros colegas sobre problemas que surgem, novos programas para a sua área de conhecimento. O processo de ensino-aprendizagem pode ganhar assim um dinamismo, inovação e poder de comunicação inusitados.

Então, quem se habilita?



 Escrito por Adilson Arruda Rodrigues às 20h33
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DIREITO: Ciência ou Mito ?

Desde a formulação do modelo proposto por Hans Kelsen, o Direito passou a ser tratado como "ciência", mais especificamente como "ciência normativa". As idéias propaladas pelo juspositivismo, principalmente de que o Direito é norma, e a norma se apresenta por sua forma, vedado ao interprete estigmatizar o seu conteúdo, acabaram por separar os conceitos de Direito e Moral, da ciência e da fé.

Dentro de um espírito de metodologia científica, ao se formular determinada hipótese, a observação precisa de uma sequencia de procedimentos "deveria" sempre levar ao mesmo resultado. Por exemplo, o abandono de qualquer objeto a uma determinada altura, no vácuo, sem interferências de forças externas, com a manutenção da energia mecânica do sistema, sempre levará ao mesmo resultado: a aceleração da gravidade será a mesma, independente da forma e peso do objeto.

Contudo, se colocarmos exatamente o mesmo processo para ser julgado por dez juízes diferentes, é praticamente impossível que o resultado das decisões seja o mesmo !

Ora, se é ciência, se os epiqueremas e silogismos (da norma maior para menor) deveriam valer para um sistema "puro", porque necessariamente não se observa o fenômeno da repetição dos resultados. Estaria aí a tão fadada "segurança jurídica" ou mesmo a insegurança ?

Vejo que o pós-juspositivismo é uma tentativa do homem de incorporar à norma os valores principiológicos que quis afastar do Direito Natural. Poderia um princípio valer mais do que uma regra positivada ? Esta a grande questão...

Outro dia, em discussão no grupo, formulei a seguinte questão: se determinada norma emanada de um tratado internacional, recepcionado, ratificado e incorporado ao nosso ordenamento, como "lei ordinária federal", contesse um princípio material de direitos humanos, conflitando frotalmente com determinada regra positivada em nossa Constituição, o que prevaleceria ao interprete: a inconstitucionalidade da lei ou valor maior do seu princípio intriseco ?

Parafraseando Campilongo, estamos diante de uma frondosa arvore, mas, por um critério físico, posicionados em diferentes pontos, de modo que alguns exergam alguns frutos e outros não. A verdade da existência ou não do fruto não está no campo material, mas na coragem de admitir-se a limitação do homem em querer compreender o todo, naquela velha ânsia de dominar todos os processos naturais ou não, afastando qualquer alusão ao mito ou  a fé para explicar o que ainda é inexplicável.

Infelizmente, vejo que passamos por uma "idade das trevas" no que se refere do Direito, a exemplo do que aconteceu na baixa idade média...Quem acenderá uma vela no escuro ??



 Escrito por Adilson às 11h44
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